#08 – MUSICALIZAÇÃO

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MUSICALIZAÇÃO

musicalização é o processo de construção do conhecimento musical: seu principal objetivo é despertar e desenvolver o gosto pela música, estimulando e contribuindo com a formação global do ser humano. Tendo também como uma de suas finalidades introduzir o ser humano no campo da compreensão musical, favorecendo a vivência artística por meio de brincadeiras, expressão corporal, histórias, reconto e para crianças desenvolvendo percepção auditiva, visual, tátil a inteligência artística e a sensibilidade. O lúdico funciona como elemento motivador para o desenvolvimento da expressão musical, em um processo cujos principais elementos são a imitação, a percepção e a criação.

As aulas partem sempre de atividades coletivas de modo a proporcionar a socialização com experiências lúdicas bem prazerosas

Hoje, a neurociência comprova que atividades musicais integram experiências sensoriais, motoras, percepção e execução passando por diferentes processos emocionais, cognitivos aprimorando a memória e atenção. A música ganha ainda mais importância por arrebatar não só as crianças, mas também os adolescentes e os adultos.

Para SCAGNOLATO, 2006 a música não substitui o restante da educação, ela tem como função atingir o ser humano em sua totalidade. A educação tem como meta desenvolver em cada indivíduo toda a perfeição de que é capaz. Porém, sem a utilização da música não é possível atingir a esta meta, pois nenhuma outra atividade consegue levar o indivíduo a agir. A música atinge a motricidade e a sensorialidade por meio do ritmo e do som, e por meio da melodia, atinge a afetividade.

No Brasil, a religião/religiosidade tem um papel importante na iniciação musical. Verifica-se que a presença de práticas musicais nos ritos religiosos de diversas denominações propicia um ambiente acessível e estimulante às crianças e jovens. Num cenário em que haja dificuldade de acesso aos instrumentos musicais e às classes de música, as instituições religiosas oferecem condições tanto para a iniciação quanto ao desenvolvimento e motivação à prática musical, visto que a música é um componente culturalmente essencial para a manifestação religiosa, não exclusivamente, mas em especial a religião cristã (evangélica e católica)

Métodos de musicalização

Os trabalhos com musicalização podem ser feitos com crianças a partir de 2 anos de idade. Faz parte da arte-educação ou de atividades recreativas a partir da pré-escola. Também pode ser ministrada em conservatórios como iniciação a cursos de instrumentos ou canto. Existem vários métodos consagrados de musicalização, cada um utilizando técnicas e recursos diferentes. Os mais conhecidos são:

Método OrffDesenvolvido pelo compositor alemão Carl Orff, o método Orff utiliza um instrumental especialmente desenvolvido para crianças, incluindo xilofones e metalofones pentatônicos e tambores de pequenas dimensões.  O aluno é levado a construir sua própria noção de música através de exercícios rítmicos, melódicos e harmônicos em conjunto.

Método Kodály: Criado pelo compositor húngaro Zoltán Kodály, é baseado no desenvolvimento da percepção rítmica e melódica através de exercícios que utilizam o canto e atividades corporais. Os aspectos mais conhecidos deste método são as sílabas rítmicas (o solfejo rítmico é feito utilizando uma sílaba diferente para cada duração) e o solfejo manual (a utilização de gestos com as mãos para representar os intervalos ou graus da escala musical).

Método Willems: O Método Willems é um dos mais importantes métodos de educação musical em todo o mundo. Nascido na Bélgica em 1890, o professor Edgard Willems produziu, em sua vida profissional, um rico material didático para o desenvolvimento do ouvido musical aplicado em diversos países. Descobrindo a interligação existente entre a música e o ser humano, ele relacionou o triplo aspecto do homem (fisiológico, afetivo e mental) com os elementos característicos da música (ritmo, a melodia e a harmonia). Sua metodologia propõe uma educação musical ativa e criadora, seguindo as etapas do desenvolvimento psicológico da criança. Atualmente, o Método Willems é conhecido e reconhecido pela França, Suíça, Itália, Espanha, Noruega, Portugal, Brasil e países da América Latina, dentre outros. Graças ao trabalho desenvolvido pela educadora e musicista Carmem Mettig Rocha, Salvador é, hoje, o principal centro de divulgação do Método Willems no Brasil.

Método Tobin: Criado pela educadora Candida Tobin, o método Tobin se baseia principalmente na utilização de estímulos visuais para criar associações com os estímulos sonoros. Cores e formas são utilizadas para fazer a criança perceber as relações de altura e duração. A notação musical é ensinada através de símbolos simplificados e os exercícios de canto utilizam sílabas rítmicas. O método utiliza animações e programas de computador para permitir que a musicalização seja feita por professores que não tenham proficiência em instrumentos musicais.

 Significado de Musicalidade

substantivo feminino. Particularidade, característica ou estado do que é musical. Tendência natural, sensibilidade ou talento para criar ou tocar música. Sensibilidade para contemplar música; conhecimento sobre música. A demonstração do talento musical de uma pessoa: ele esbanja musicalidade em suas apresentações. Encadeamento harmonioso; ritmo. Etimologia (origem da palavra musicalidade). Musical + idade.

 Ritmo

Ritmo (do grego rhuthmós – movimento regular) designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa existência. O estudo do ritmo, entoação e intensidade de um discurso chama-se prosódia. Existe também a prosódia musical, visto que a música também é considerada uma linguagem. Em poesia, o estudo do ritmo chama-se métrica.

 Movimento

Em física, movimento é a variação de posição espacial de um objeto ou ponto material em relação a um referencial no decorrer do tempo.

Na filosofia clássica, o movimento é um dos problemas mais tradicionais da cosmologia desde os pré-socráticos, na medida em que envolve a questão da mudança na realidade. Assim, o mobilismo de Heráclito considera a realidade como sempre em fluxo. A escola eleática por sua vez, principalmente através dos paradoxos de Zenão, afirma ser o movimento ilusório, sendo a verdadeira realidade imutável.

Aristóteles define o movimento como passagem de potência a ato. Para ele o ato consiste, pois, na existência de uma coisa, não no sentido em que se diz que é potencial. É a atualidade de uma matéria, isto é, sua forma num dado instante do tempo; o ato é a forma que atualiza uma potência contida na matéria. É toda realidade que, como forma, tem como característica ser determinado, finito, perfeito, completo. Por exemplo, a árvore é o ato da semente, o adulto é o ato da criança, a mesa é o ato da madeira etc. Aristóteles distingui o movimento como deslocamento no espaço; como mudança ou alteração de uma natureza; como crescimento e diminuição; e como geração e corrupção (destruição).

No universo descrito pela física da relatividade, o movimento nada mais é do que a variação de posição de um corpo relativamente a um ponto chamado “referencial”.

 

Estudo do movimento: A ciência física que estuda o movimento e suas causas é a Mecânica. Ela se preocupa tanto com o movimento em si quanto com o agente que o faz iniciar ou cessar. Se abstraírem-se as causas do movimento e preocupar-se apenas com a descrição do movimento, ter-se-á estudos de uma parte da Mecânica chamada Cinemática (do grego kinema, movimento). Se, ao invés disso, buscar-se compreender as causas do movimento, as forças que iniciam ou cessam os movimentos dos corpos, ter-se-á estudos da parte da Mecânica chamada Dinâmica (do grego dynamis, força). Existe ainda uma disciplina que estuda justamente o não-movimento, corpos parados: é a Estática (do grego statikos, ficar parado). De certo modo, a estaticidade é uma propriedade altamente específica, pois só se apresenta para referenciais muito especiais, de modo que o comum é que em qualquer situação, possamos atribuir movimento ao objeto em análise.

Notas históricas

  • Movimento segundo Aristóteles: Segundo Aristóteles todos os corpos celestes no Universo possuíam almas, ou seja, intelectos divinos que os guiavam ao longo das suas viagens, sendo portanto estes responsáveis pelo movimento do mesmo. Existiria, então, uma última e imutável divindade, responsável pelo movimento de todos os outros seres, uma fonte universal de movimento, que seria, no entanto, imóvel. Todos os corpos deslocar-se-iam em função do amor, o qual nas últimas palavras do Paraíso de Dante, movia o Sol e as primeiras estrelas. Aristóteles nunca relacionou o movimento dos corpos no Universo com o movimento dos corpos da Terra.
  • Movimento segundo Galileu: Foi este italiano quem primeiro estudou, com rigor, os movimentos na Terra. As suas experiências permitiram chegar a algumas leis da Física que ainda hoje são aceitas. Foi também Galileu que introduziu o método experimental: Na base da Física, estão problemas acerca dos quais os físicos formulam hipóteses, as quais são sujeitas à experimentação, ou seja, provoca-se um dado fenómeno em laboratório de modo a ser possível observá-lo e analisá-lo cuidadosamente. Galileu procedeu a várias experiências, como deixar cair corpos de vários volumes e massas, estudando os respectivos movimentos. Tais experiências permitiram-lhe chegar a conclusões acerca do movimento em queda livre e ao longo de um plano inclinado. Também fez o estudo do movimento do pêndulo, segundo o qual concluiu que independentemente da distância percorrida pelo pêndulo, o tempo para completar o movimento é sempre o mesmo. Através desta conclusão construiu o relógio de pêndulo, o mais preciso da sua época.
  • Movimento segundo Isaac Newton: Foi Isaac Newton quem, com base nos estudos de Galileu, desenvolveu os principais estudos acerca do movimento, traçando leis gerais, que são amplamente aceitas hoje em dia. As leis gerais do movimento, enunciadas por Newton são:
  • Primeira Lei de Newton: Também conhecida como Lei da Inércia, enuncia que:
    • “Todo corpo continua no estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que seja obrigado a mudá-lo por forças a ele aplicadas.”
  • Segunda Lei de Newton: Também conhecida como Lei Fundamental da Dinâmica, enuncia que:
    • “A resultante das forças que agem num corpo é igual a variação da quantidade de movimento em relação ao tempo”
  • Terceira Lei de Newton: Também conhecida como Lei de Ação-Reação, enuncia que:
    • “Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto à força que aplicou em B.”

Tais leis são fundamentais no estudo do movimento em Física, e são essenciais na resolução de problemas relacionados com movimento, velocidade, aceleração e forças, em termos físicos e reais.

Assim todas as forças físicas (forças eletromotrizes) expressadas em (Nwe) são utilizadas maioritariamente em casos de extrema necessidade, com por exemplo: – força exercida quando feita por um eletroímã; – quando feita a polarização direta de um íman sob carga; – o simples ato de retirar a mão após uma carga de aproximadamente 220-230 volts; – polarização do polo norte para o sul.

Significado de Comandar

Exercer o comando. Decidir, em razão de autoridade, o que outrem deve fazer. Ter autoridade sobre: comandar um pelotão. Ordenar, mandar.

Significado de Conduzir

verbo transitivo direto e bitransitivo: Dirigir; dar as direções para: conduzia um caminhão; conduziu a embarcação ao cais. verbo transitivo direto: Transportar; carregar ou levar algo para: o caminhão conduziu os móveis. Acompanhar alguém: os policiais conduziram a presidente pela manifestação. Governar; ter responsabilidade por: conduzia o país. [Por Extensão] Orientar; mostrar a direção: o professor conduzia bem a aula. Comportar; possuir espaço para carregar: o carro conduz 5 passageiros. Puxar; fazer algo se movimentar puxando: o boi conduz o carro. Transmitir; ser capaz de carregar eletricidade, energia: o grafite conduz energia. [Figurado] Proceder; direcionar as próprias ações: conduz-se bem no teatro.[Figurado] Chefiar; dar direcionamentos a: conduz a empresa com perfeição. Reger; liderar um grupo musical: conduzia o espetáculo. verbo transitivo direto e bitransitivo: Seguir com alguma coisa: conduziram o projeto ao fim. Levar algo por meio de um canal: os eletricistas conduziam a luz aos moradores. verbo transitivo indireto: Levar; seguir ou continuar até: a estrada conduz à cidade. [Figurado] Utilizar para; chegar ao resultado: os dados conduzirão à finalização da obra. Etimologia (origem da palavra conduzir). Do latim conducere.

Significado de Dirigir

Gerir, administrar, ter a direção de.Governar, comandar.Guiar (um veículo).Encaminhar, enviar, endereçar.

 Significado de Sincronismo

substantivo masculino. Estado daquilo que é sincrônico; simultaneidade de dois ou mais fenômenos ou fatos: sincronismo de oscilação de dois pêndulos. Coincidência de datas na história de povos diferentes. Cinema. Ajuste preciso do som e da imagem de um filme; sincronização. Etimologia (origem da palavra sincronismo). Do grego synchronismós.oû

Significado de Reger

verbo transitivo direto e intransitivo. Governar; reinar ou exercer o ofício de rei, de chefe; ter a responsabilidade de guiar ou de direcionar o funcionamento de uma instituição, país etc.: regia uma organização de caridade; regia um país; os reis eram os responsáveis por reger. verbo transitivo direto e pronominal Orientar-se; conduzir algo, alguém ou a si próprio: não conseguiu reger os alunos; regia-se pela constituição. verbo transitivo direto Pedagogia. Lecionar; ser professor: regia uma classe de crianças. [Gramática] Subordinar; possuir como dependente; produzir uma relação de regência entre duas frases, entre duas palavras. Etimologia (origem da palavra reger). Do latim regere.

TODOS OS COMANDANTES MORES PRECISAM TER BASE DE MUSICALIDADE….

POIS ESTÃO LIDANDO COM UM CORPO MUSICAL….

E SEUS MOVIMENTOS COM INSTRUMENTOS DE COMANDO UTILIZAM SE DE COMPASSOS (MACES E BASTÕES….POIS ESPADAS SEGUEM OUTRAS NORMAS)

MUSICALIZEM SE

FAÇAM A DIFERENÇA.

Ritmo musical

Por Emerson Santiago

Ritmo pode ser descrito como um movimento coordenado, uma repetição de intervalos musicais regulares ou irregulares, fortes ou fracos, longos ou breves, presentes na composição musical. O termo ritmo tem origem na palavra grega rhytmos, que significa qualquer movimento regular, constante, simétrico.

Apesar de ser aparentemente simples, o conceito de ritmo guarda vários outros pontos, definições e componentes, e acaba por se revelar deveras complexo. Uma boa forma de exemplificar o ritmo musical é falar de outro tipo de ritmo, o ritmo cardíaco, que consiste no movimento do coração, impulsionado pelo fluxo constante de sangue ao longo do organismo. O meio com que o coração impulsiona o sangue através do corpo é chamado de sístole, operação onde o músculo se contrai. O batimento complementar ao da sístole chama-se diástole, no qual o coração relaxa, permitindo que o sangue volte a encher o coração, para ser expelido novamente pela sístole seguinte. Caso esses movimentos não ocorram em um ritmo adequado ou harmônicos, ocorre a arritmia, que pode levar a um consequente infarto e morte do dono daquele coração.

Toda peça musical é composta por necessariamente três elementos: a melodia (forma como os sons se desenrolam no tempo), a harmonia (forma como os sons soam em simultâneo) e o ritmo. O ritmo é importante para determinar a duração de cada som na música e também a duração dos silêncios. Uma mesma sequencia de três notas iguais pode dar origem a três composições musicais diferentes apenas pela variação do ritmo.

Não é apenas na atividade humana que podemos encontrar o ritmo, ela está presente também na natureza, nas mais diversas ocasiões e basta uma simples observação, como por exemplo, do movimento das marés, da simples alternância entre dia e noite, da mudança das estações ou na medida do tempo.

Os componentes básicos do ritmo são o som e o silêncio, que são combinados para formar padrões sonoros. Tais padrões sonoros são repetidos ao longo de uma melodia, dando assim, origem ao ritmo, que pode ter uma batida constante ou variável. As batidas podem ser fortes, extensas, breves ou suaves, que são aplicadas à composição musical conforme à necessidade.

Um outro conceito importante vinculado ao ritmo é o do compasso. De acordo com o tipo de compasso empregado se definirá o acento que as notas musicais assumirão dentro da composição musical. Na partitura ou pentagrama, o compasso aparece na forma da fração que surge no início da pauta, determinando como se dará a velocidade, a divisão e agrupamento das notas.

 A Arte da Regência e a postura do Maestro

Por Paula Perin dos Santos

Regência é a arte de transmitir a um conjunto instrumental ou vocal o conteúdo rítmico e expressivo de uma obra musical através gestos convencionais. O maestro é, portanto, o elo entre o compositor da peça musical e seus executores (os instrumentistas), que compreende o triângulo Compositor – Regente – Músicos.

A figura do maestro surgiu da necessidade de se manter em uniformidade rítmica e expressiva, todos os planos sonoros de uma obra sinfônica, que aumentou gradativamente com a evolução da música e o crescimento das orquestras, tornando-se impossível todos tocarem ao mesmo tempo, no mesmo ritmo e em equilíbrio.

Isso se deu, porém, só na metade do século XVIII e, geralmente, o maestro era o próprio compositor. Foi na segunda metade do século XIX que surge o maestro profissional, um músico hábil, especializado em dirigir orquestras, banda de música ou coro. Além de ser o responsável pelo equilíbrio sonoro dos instrumentos, ele passou a ser o intérprete daquilo que o compositor pensou ao escrever determinada obra.

A complexidade dos detalhes que compõem a partitura moderna, exigem do regente, não só a marcação precisa do compasso, mas conhecimentos amplos de música aliados a qualidades de comando. Assim, é o grau de cultura e essa capacidade de liderar os músicos que qualificam o regente.

A posição do corpo do regente à frente da orquestra ou grupo musical influi seriamente na execução da obra. Primeiro, porque o regente deve conservar uma atitude de autoridade e de respeito diante dos seus comandados e, segundo, porque seus gestos devem ser vistos por qualquer integrante do conjunto, esteja ele próximo do maestro ou não.

Quanto à postura do regente, é recomendável que ele esteja atento às seguintes observações:

  • Manter o corpo ereto, sem as características da posição militar de sentido.
  • Braços acima da cintura, ligeiramente arqueados, numa posição confortável e visível a todos os músicos.
  • O tórax poderá acompanhar os movimentos dos braços, porém, nunca deverá ser curvado para frente, como alguém que queira tocar o chão com as mãos.
  • Como a regência em si é transmitida pelas mãos, geralmente a direita marca os tempos do compasso e a esquerda indicará as entradas e a dinâmica, sempre procurando obter dos músicos o colorido orquestral na execução da obra musical.
  • Deixar os músculos dos braços relaxados para uma fácil flexibilidade dos movimentos.
  • Exercitar a dissociação de movimentos simultâneos dos braços.

A entrada, ou ataque, é o início da música. Ela deve ser uniforme, ou seja, os músicos que tocam determinado trecho devem iniciar ao mesmo tempo. O fecho é tão importante quanto à entrada. Os músicos devem fechar juntos: não pode faltar nem sobrar tempo.

Os primeiros regentes usavam apenas as mãos ou um rolo de papel para marcar os tempos. Diz-se que Jean Baptiste Lully, compositor da corte francesa no século XVII, usava um bastão para reger. Certa vez, no entanto, empolgou-se enquanto regia e acabou acertando o próprio pé, que infeccionou, ocasionando sua morte. A batuta começou a ser usada pelo violinista e compositor alemão Ludwig Spohr, por volta de 1820.

“A regência atinge a sua plenitude quando se liberta da uniformidade rítmica e emerge da imaginação criadora do intérprete numa descrição altamente expressiva da obra” (Baptista, 2000:79). Assim, cabe ao regente descrever em gestos expressivos sua interpretação, de maneira a induzir no músico o que ele concebeu para a obra musical.

Pulsação (pulso musical) e Andamento

Pulsação: Muitas músicas baseiam-se num batimento regular, que chamamos de pulso. Derivado dos ritmos naturais do movimento corporal, que serviram como padrão à dança, o pulso é um ritmo elementar, de tempos iguais, que se caracteriza pela constância e repetição. Na canção “Parabéns prá você”, por exemplo, a pulsação (ou o pulso) é marcada pelas palmas. Muitas vezes, contudo, a pulsação não é tocada nem cantada, mas apenas sentida corporalmente pelos intérpretes e o público.

Andamento: Agora, o andamento da música pode ser rápido ou lento. Imagine que uma música esteja pulsando na velocidade do relógio. Ela está pulsando, portanto, a sessenta segundos por minuto, ou seja, se você estiver acompanhando a pulsação batendo palmas, serão 60 batidas de palmas por minuto. Em seguida, tente encaixar uma batida a mais, entre cada uma das que já estão sendo dadas pelo relógio. Nessa hora, portanto, você estará pulsando a 120 batidas por minuto, ou seja, você estará pulsando no dobro da velocidade do relógio. Assim, uma música, pode estar a 200 batidas por segundo (música rápida) bem como pode estar a 40 batidas por segundo (música lenta), dependendo do andamento que se queira dar.

Percussionista

Percussionista é um indivíduo que toca instrumentos de percussão. Normalmente este termo é usado para designar instrumentistas que executam tambores latinos ou africanos, idiofones como o agogô, berimbau ou carrilhão em um conjunto de música popular ou em uma orquestra sinfônica.

O músico que toca a bateria, embora também seja tecnicamente um percussionista é chamado normalmente de baterista.

Em alguns casos, os percussionistas podem ser chamados por outros nomes. Como os instrumentos de percussão são eminentemente rítmicos, em alguns conjuntos, como nas escolas de samba, podem ser chamados de ritmistas. Determinados instrumentos de percussão são tão importantes ou de execução tão difícil, que seus executantes possuem nomes específicos, como o timpanista que toca o tímpano (instrumento) ou o carrilhonista que toca o xilofone, marimba, metalofone ou vibrafone.

O percussionista é fundamental na maior parte dos conjuntos musicais populares para manter o tempo da música constante, dando aos demais músicos uma base constante sobre a qual tocar. A percussão também é fundamental para definir o caráter ou personalidade da música. Muitas sociedades possuem músicas inteiramente executadas por instrumentos de percussão, particularmente tambores, que estão entre os instrumentos mais antigos do mundo. Muitos percussionistas ficaram famosos na execução de seus instrumentos e alguns deles adquiriram renome suficiente para serem líderes de seus próprios conjuntos.

Compasso significado

Um compasso é uma forma de dividir quantitativamente em grupos os sons de uma composição musical. Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela.

O significado de compasso pode se resumir a uma divisão de uma música em partes menores igualmente espaçadas. Essa divisão se baseia no tempo (andamento) da música.

Na partitura, os compassos são representados como linhas verticais desenhadas sobre a pauta.  Para quem não sabe partitura, vamos dar uma definição mais simplista: compasso é um intervalo de tempo. Acordes que possuem a mesma duração (ficam a mesma quantidade de tempo) na música, ficam divididos por compassos iguais.

Quando um acorde, nesse caso, dura a metade do tempo dos outros acordes, dizemos que ele durou meio compasso.

Os compassos representam uma outra forma de se escrever o acompanhamento dos acordes de uma música, além da já mencionada cifra. Nesse caso, a representação dos compassos é feita por meio de barras “| |”. A diferença é que a letra da música não precisa aparecer, já que a duração de cada acorde na música vai ser especificada por meio dos compassos. Por exemplo, observe esse trecho:

C

Atirei o pau no gato – to

Dm

Mas o gato – to

C

Não Morreu – reu – reu

Ao utilizar os compassos, poderíamos escrever esse mesmo treco da seguinte forma:

| C | C | Dm | C |

Dica de leitura