Essa é a primeira coluna do Montanha em um novo formato: leitura.

Olá prezados:

Afinal, ler é algo muito importante e fica para sempre. Por isso, vamos lá:

Nesse nosso primeiro conteúdo, gostaria de colocar a vocês quais as ambições que todas as bandas e fanfarras do Brasil tem em 2022. Seriam estás ambições os concursos, de horas em horas em avenidas, com pouco público, sendo que o público que vai se acrescentando é o público das próprias bandas e fanfarras que já se apresentaram?

E se a ambição for levar as bandas e fanfarras onde está esse público? Espaços sem uso estão as dezenas espalhadas pelo Brasil. Mas e aí? O público vai somente assistir bandas? Sem qualquer infra-estrutura isso é impossível. No geral, um “concurso” deve ser algo a mais em um evento, seja gastronômico, cultural, esportivo, entre outros. Sem esses vetores, impossível ter um concurso.

Teatros e casas de espetáculo? Uma boa, mas para isso tem que se formar o público, que se forma….. nas avenidas…. Com atrativos….. senão não vai!

Lives? A pandemia trouxe isso, mas por exemplo, fazer eventos virtuais, sendo estes com gravações antigas ou algo mal preparado, é um fato a ser abandonado. Não estamos mais no “fique em casa”.

Para se ter eventos passamos também pelas entidades de bandas e fanfarras…. Que são mais questionadas pelo valor de anuidades e sem qualquer novidade que valha o investimento, mas também pela ausência de umas e outras quando mais as bandas e fanfarras precisavam: na pandemia. Escolher algumas e tirar mais de 90% do cenário de todas as outras foi o fim para muitas dessas corporações.

O foco é sempre bandas e fanfarras….. e até mídias do movimento acabaram “saindo” dessa regra, falando de gringos, histórias, contos do vigário, só faltou vender cerveja e lanches …… faltou e falta foco.

Então, vamos retornar ao foco. Vamos pensar em meios efetivos de público, de locais, de infraestrutura, de capacitação correta, de entidades agregadoras e participativas, de informação. Sem isso, de que adiantou parar por mais de 2 anos na pandemia e voltar antes de 2020? Paramos no tempo? Não, meus amigos. O tempo não para. A música acaba mas o movimento não!

Montanha
Ainda acreditando em dias melhores para nosso movimento marcial.

A chance do movimento marcial em 2023. Ou vai ou racha!

A segunda coluna que escrevo em meu site diz respeito a o que podemos esperar de um ano cheio. Cheio digo, sem a pandemia, sem as barreiras sanitárias e sem nenhum outro empecilho.

2022 foi o ano de eventos bons, medianos e pífios. Entidades que não realizaram eventos, que realizaram eventos sem público algum, eventos com grande público e eventos tradicionais que sempre vamos (e sempre é sempre mesmo).

Mas, 2022 também escarnou problemas que sempre tivemos no meio marcial. União? Ela é apenas uma casca. Não existe, com a quantidade de entidades que temos que tem o mesmo “papel” mas divergem do encontro das pessoas. Dá muito na cara, ver que “Fulano” não está na entidade A por não concordar com o que a entidade B já pregava a anos. E as entidades tem se multiplicado como ministérios no governo atual.

Também, com orçamentos de mais de R$ 250 mil reais para campeonatos, onde se vira campeão sozinho, onde o hotel das equipes vale mais que o público em calçadas estreitas e quiçá, como saber o que realmente foi investido no movimento, do que usar espaços municipais com custo zero e sem público algum. É meus amigos, tem coisa muito errada no movimento. Erros de anos que só aumentam. E quando isso vai acabar?

Exemplos bons temos em várias partes do Brasil. Maestros se reunindo e criando eventos, que transbordam de público e são sucesso. Entidades sérias levando eventos a confins do interior. Estados se sobressaindo no foco de transformar e não fazer mais do mesmo.

Temos também os que nem fazem mais por fazer, e sim para inovar! Cito a “Imagination” de SP, que visa a profissionalização do meio marcial, em eventos de ponta. Certo isso, sendo só alunos? Sim. Se o meio não se profissionalizar e deixar o amadorismo de lado, ainda veremos milhares de reais indo para Deus sabe quem, pro fulano que conhece o prefeito, o cara que filma pelo dinheiro e não pelo conhecimento, a foto preto e branco de um ambiente gelado e sem público e os mesmos poluindo com informações nada relevantes, histórias mirabolantes e desconhecidos cheios de razão, nosso tão amado movimento de bandas e fanfarras.

Acordemos. Ou 2023 se mostra diferente ou nosso meio definitivamente, entregue aos urubus do $$$ e poder, jogarão a última pá de cal, deixando os parceiros e chegados sempre se saindo bem.

Montanha

“Ainda acreditando”, mesmo sendo extremamente difícil.