#06 – Marcha

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MARCHA

Marchas pelo mundo:

CHINA

RÚSSIA

ITÁLIA

JAPÃO

INGLATERRA

ÍNDIA / PAQUISTÃO

 

Significado de Marcha

Substantivo feminino: Ação ou efeito de marchar; modo de caminhar. Exercício atlético. Movimento combinado que uma tropa executa ao se deslocar de um ponto para outro. Música Peça musical destinada a regular o passo de uma tropa: a banda executou uma marcha. Marcha harmônica, pequeno grupo de acordes (modelo) que se reproduz simetricamente por intervalos iguais, ascendentes ou descendentes, e que pode ser unitonal ou modulante. O mesmo que progresso harmônico: os concertos de Vivaldi têm muitas marchas harmônicas. Movimento regular e harmônico de um corpo, de um mecanismo, de um astro: a marcha das estrelas, de um navio, de um trem. [Figurado] Progresso, desenvolvimento: a marcha dos negócios, da ciência. Militar Marcha forçada, deslocamento rápido e violento de uma tropa. Abrir, fechar a marcha, estar nas primeiras ou nas últimas filas de um grupamento.

O assustador exército chinês

Movimentos em Marcha

a) Alto (estando a marcar passo)

Voz: Alto

Tempos: Dois

               1º Tempo – O pé direito assenta no terreno com ligeiro batimento.

              2º Tempo – Calcanhar do pé esquerdo une ao pé direito fazendo um batimento.

b)Alto (estando em marcha)

Voz:  Alto

Tempos: Dois

1º Tempo – O pé direito dá um passo no terreno.

2º Tempo – O calcanhar do pé esquerdo une ao pé direito fazendo um batimento.

c) Em frente (estando a marcar passo)

Voz: Em frente

– À voz de execução segue-se um batimento com o pé esquerdo, rompendo-se em seguida a marcha com o pé direito.

d)Trocar passo

(Este movimento, é executado individualmente sem voz, sempre que necessário.)

(1) ESTANDO A MARCAR PASSO

–  Assenta-se o mesmo pé duas vezes seguidas continuando depois com outro.

(2) ESTANDO EM MARCHA

–  O pé que vai em movimento completa o passo.

–  O outro avança rapidamente com um pequeno salto assentando no solo à altura do calcanhar do primeiro o qual dá outro passo rápido e curto para a frente, sem perder a cadência.

e) Destroçar (estando a marcar passo ou em marcha)

Voz: Destroçar

Tempos: Um

     – O pé esquerdo faz um batimento enérgico. Todos os elementos abandonam o local da formatura.

  f) Direita/esquerda volver

       (1) A MARCAR PASSO

            Voz: Direita/esquerda-volver

            Tempos: Dois

1º Tempo – O pé direito volta-se para o flanco indicado assentando no terreno.

2º Tempo – O pé esquerdo vai assentar, com batimento, junto do primeiro, ficando o elemento voltado para a nova frente.

(2) EM MARCHA

Voz: Direita/esquerda-volver

Tempos: Dois

1º Tempo – O pé direito completa o passo virando para o flanco indicado.

2º Tempo – O pé esquerdo vai assentar com um batimento junto do outro pé, ficando o militar voltado para a nova frente e arrancando de seguida a marcha com o pé direito. Quando se passa para uma frente maior a força fica a marcar passo.

g) Meia volta volver

(Este movimento pode executar-se em marcha ou a marcar passo)

Voz: Meia volta-volver

Tempos: Quatro

1º e 3º Tempos – Como o 1º tempo de f. , pela direita.

2º e 4º Tempos – Como o 2º tempo de f. , pela direita.

 

h)À direita/esquerda rodar

          Voz: À direita/esquerda rodar

      –  À voz de execução, sucessivamente, em cada fila/fileira, cada elemento roda até que a respectiva fila/fileira, atinja a nova frente. Quando a 1ª fila/fileira atingir a frente desejada, o comandante da força dará a voz de «em frente», mas as restantes filas/fileiras só executaram o movimento quando alcançarem a mesma linha de terreno.

– Durante a rotação, o elemento do flanco exterior olha para o interior e os restantes para aquele.

f) Continência à direita/esquerda

 (1) PARA ORDENAR A CONTINÊNCIA

         Comando directo

             Voz: Olhar direita/esquerda

Tempos: Um

–  À voz, em simultâneo com o batimento do pé esquerdo, volta-se a cabeça para o flanco ordenado, à excepção dos elementos desse flanco que se mantêm a olhar em frente.

Comando diferido

            Voz: Em continência à direita/esquerda

            Tempos : Um

–   Após esta voz os comandantes das fracções, em sucessão, executam a ordem por comando directo (como em comando directo

(2) PARA CESSAR CONTINÊNCIA

Comando directo

            Voz: Olhar-frente

Tempos: Um

–  A esta voz, em simultâneo com o batimento do pé esquerdo volta-se a cabeça rapidamente para a frente.

Comando diferido

Voz: Continência-cessar

Tempos: Um

– Após esta voz os comandantes das fracções, em sucessão, executam a ordem, por comando directo. Execução como em comando directo.

Conceito de centralização

Centralização é a acção e o efeito de centralizar. Este verbo, por outro lado, significa reunir várias coisas num centro comum ou fazer com que as coisas dependam de um poder central. Para entender o conceito de centralização, por conseguinte, devemos prestar atenção as noções de centro e central. Centro, do latim centrum, pode referir-se ao ponto interior que equidista dois limites de uma figura, ao lugar onde convergem acções coordenadas, à região que concentra os pontos mais concorridos/frequentados de uma população, à zona onde há mais actividade burocrática ou comercial e ao lugar onde se reúnem pessoas com uma finalidade. Central é aquilo que é relativo ou que pertence ao centro, podendo ser algo que está no centro físico, o lugar que está entre dois extremos ou aquilo que é o básico ou o essencial de algo. Voltando à ideia de centralização, pode-se dizer que é a acção ou iniciativa de reunir diferentes coisas num centro comum. Uma empresa pode optar pela centralização das chamadas telefónicas que recebe e fazer que estas entrem num mesmo aparelho ou numa central para que uma recepcionista se encarregue de as atender. Será a recepcionista quem irá reencaminhar as chamadas para a pessoa em questão. A centralização do poder, por outro lado, está vinculada ao Governo nacional ou federal que assume as faculdades atribuídas a organismos locais. Isto significa que todas as decisões provêm do mesmo centro (o Governo nacional), pelo que as autoridades das províncias, cidades, localidades, etc. perdem poder e autonomia.

O que é Simetria

A simetria é definida como tudo aquilo que pode ser dividido em partes, sendo que ambas as partes devem coincidir perfeitamente quando sobrepostas.SimetriaA simetria está presente em toda a parte, seja na natureza, nas artes ou na matemática.

A simetria matemática, por exemplo, consiste na regra da disposição de duas figuras idênticas que se correspondam ponto a ponto. Neste contexto, o objeto se move, mas as distâncias, ângulos, tamanhos e formas são preservados por simetrias. Existem quatro tipos de simetrias em um plano: rotação, translação, reflexão e reflexão com deslizamento. No campo estético, a simetria é a responsável por proporcionar harmonia a uma imagem, e consequentemente, a sua beleza. Quanto mais simétrico for um objeto ou figura, mais belo tende a ser considerado.

Simetria perfeita:A simetria perfeita é quando uma determinada figura, quando dividida em duas partes, possui os dois lados exatamente iguais.

Simetria bilateral: A simetria bilateral é comumente utilizada no meio ambiente para classificar os seres vivos. Este tipo de simetria classifica as figuras, seres ou objetos quando apresentam apenas um único eixo de simetrial. Em oposição a simetria bilateral está a chamada simetria radial, quando o objeto, por exemplo, apresenta vários eixos de simetria. Normalmente, são figuras redondas.

Simetria e assimetria: Simetria e assimetria são palavra antônimas, ou seja, possuem significados completamente distintos. A simetria consiste na conformidade e correspondência entre posição, forma, medida em relação a um eixo e outras características harmoniosas entre duas ou mais partes. A assimetria, por sua vez, seria a ausência da simetria, ou seja, quando não há esta correspondências entre as partes, sendo desproporcionais ou não harmoniosas.

O que é Eixo

Eixo é uma linha reta (imaginária ou real) que atravessa o centro de um corpo e em torno da qual esse corpo executa (ou pode executar) movimentos de rotação. Um exemplo é o eixo terrestre, a linha imaginária que cruza o centro da Terra. O planeta gira em torno desse eixo, cujos extremos são os polos.

O eixo é uma linha central que divide um plano longitudinalmente. É uma linha que divide ao meio algumas figuras geométricas.

Em Mecânica, eixo é a peça de madeira ou metal, em cujas extremidades giram as rodas de um carro ou de uma máquina.

No sentido figurado, eixo é o ponto principal de um acontecimento, o ponto mais importante, o centro, a essência.

Na Segunda Guerra Mundial, as Potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) foram derrotadas pelos Aliados, formados pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética.

O termo eixo pode receber diversos sentidos, por exemplo:

– Por nos eixos: por em ordem algum assunto ou endireitar a conduta de alguém.

– Fora dos eixos: descontrolado, que não está no estado normal.

– Sair dos eixos: não seguir as normas, apresentar um comportamento desequilibrado.

– Entrar nos eixos: voltar ao normal, mostrando um comportamento de acordo com as regras.

Tropas e marchas, o porquê de marchar!

A marcha de 24 Km é ainda um dos mais temidos exercícios para os jovens militares ainda não acostumados com a vida militar, mas, salvo raras exceções, todos um dia terão que encarar esse desafio como parte da validação de suas carreiras militares. Desde os tempos mais remotos, a marcha faz parte da vida do militar ou qualquer outro povo, que precisasse apenas “sobreviver” em um mundo onde o maior conforto era o simples fato de não ser atacado por povos inimigos ou abatido pela fome ou doenças.
E, nas histórias de guerras dos tempos modernos, vitórias foram alcançadas e tropas inteiras salvas de fogo de artilharia, graças à movimentos de deslocamentos rapidamente organizados e concluídos por marchas que superaram entre 20 km à 40 km em campos de batalhas. A marcha também tem todo o seu significado simbólico para os exércitos, quando da saída para o combate, a finalização da tomada de uma cidade inimiga ou a liberação de uma cidade antes ocupada.
O que é uma Marcha na teoria e prática?
Na teoria,uma das definições mais modernas foi elaborada pela Dra Patrícia Deuster, autora da obra “The Navy SEAL Physical Fitness Guide”, Aonde ela define a marcha militar como:

“As marchas militares, são deslocamentos de tropas que podem ser realizados a pé, em meios automóveis, por caminhos-de-ferro, meios aquáticos e pela via aérea. Estas são utilizadas quando é indispensável vencer grandes distâncias, chegar ao destino desejado em tempo oportuno e em condições eficientes para o combate . As marchas efetuam-se de dia ou de noite, descansando as tropas apenas o estritamente necessário, para que os homens possam refazer-se do desgaste produzido. Compete, ao comandante conciliar as exigências da rapidez do deslocamento com a conservação do poder combativo.”.

Na prática, já entram uma miríade de fatores, que são de grande utilidade para qualquer cenário de guerra, não importando sua posição na linha do tempo da história humana. Até épocas recentes de guerras do século XX/XXI, as marchas sempre estiveram presentes no deslocamento tático e estratégico das unidades mais básicas à exércitos inteiros em avanço ou retirada de um cenário de combate e/ou ocupação de terreno. No momento em que qualquer pessoa continue a leitura desse texto, é certo que em algum lugar do mundo, em algum cenário próximo ou distante, existe uma tropa em marcha em terreno de combate.

Em campanha, este tipo de deslocamento tem que ser muito bem preparado, uma vez que todos os movimentos, mas especialmente as marchas, dado que elas ter-se-ão que executar muitas vezes nas proximidades imediatas do inimigo, exigem uma preparação adequada que garanta uma execução fácil e que preserve as tropas de riscos ou fadigas exageradas que, afetando o seu moral, poderão comprometer o êxito das operações. A velocidade média deste tipo de deslocamento varia da noite para o dia, por exemplo, um deslocamento de 6 horas, de noite são executados entre 15 a 18 Km, de dia entre 20 e 24 Km. No entanto, todos estes valores no terreno estão sujeitos a alterações, para tal temos de ter em consideração alguns fatores, como o calor e o frio excessivos, vento forte, chuva e neve, relevo, condições do terreno, estado moral e fadiga dos homens.

Para um Comandante, a obtenção de resultados decisivos no campo de batalha pode depender, em grande escala, da capacidade de marcha das suas tropas. As tropas, deverão estar em condições de suportar as situações de marcha mais desfavoráveis, que encontrem no decorrer das operações. Para tal, deverão ser gradualmente instruídas, de modo, a superarem essas adversidades; uma vez conseguido, deverá ser mantido, ainda que por vezes se faça com um vasto emprego de transportes mecânicos.

Para tropas em treinamento, a marcha é uma das ferramentas mais eficientes de aperfeiçoamento da resistência física, mental e moral do jovem militar, serve de laboratório para a análise de novas táticas de deslocamento e manobras das mais diversas. Como escutei na última marcha que pude participar na Ilha da Marambaia, foi dito em alto e bom tom pelos instrutores; “- É fácil ser amigo de turminha de copo, na balada ou na praia… Aqui enfrentando essa marcha com seu equipamento de campanha, quando um de vocês desmaiar no caminho, veremos quem será o primeiro a se dispor a te ajudar a carregar seu equipamento ou te dar a água de uso pessoal…”
A carga individual nas marchas militares

Uma das maiores dificuldades neste tipo de ações é o peso que será transportado pelo combatente. A carga composta pelo armamento, munições, material especializado, água e ração, quando a missão é de longa duração, torna-se pesada, o que dificulta a locomoção dos soldados, chegando a pesar entre 35 e 40 quilos. Torna-se um desafio, caminhar longas distâncias, e se necessário, correr, ultrapassar muros e outros obstáculos.
É igualmente importante, ter a capacidade de transportar um camarada ferido, até uma área segura onde possa receber os cuidados médicos. Isso mostra o óbvio pertinente à tarefa militar, que acaba sempre exigindo esforços além do normal suportado para pessoas sem qualquer treinamento, basta saber o exemplo do recomendando para carga de pessoas em atividades civis de lazer esportivo, geralmente para praticantes de trekking, a sugestão de jamais carregar além de 1/3 do peso de seu corpo para os homens e 1/4 para mulheres.

Porém uma das maiores cargas que um militar portará após uma marcha operativa, é o conhecimento de si mesmo, a superação  e o orgulho de adquirir a capacidade de resistência física e moral para enfrentar adversidades que saem da esfera do homem comum.
Preparar para resistir
Logicamente, existe uma preparação prévia para todos antes das marchas operativas, que começa já nos primeiros dias de engajamento na caserna, com a rotina de treinamentos de educação física e disciplinas na alimentação. Nenhum militar vai para uma marcha sem antes ter o devido acompanhamento médico e a avaliação de profissionais de educação física de suas organizações militares. Tudo com o intento de aperfeiçoar ao máximo possível a resistência do militar para a evolução física de sua resistência.
A resistência ao esforço é entendida como “a capacidade de suportar e recuperar da fadiga física e psíquica” (Romão e Pais, 1999 a, p.79) é outro ponto de grande relevância. Todavia, defini-la não é uma tarefa fácil uma vez que existem tantas definições quantos os autores. Para Matvéiev (1991) existem quatro grupos de fatores que são a base da resistência para as diversas AF. O primeiro grupo é o dos Fatores Psicológicos da personalidade, relacionados com a motivação dos indivíduos, com a sua atitude e estabilidade perante as AF. Outro grupo é o dos Fatores de Provisão Energética, relacionado com os recursos energéticos do organismo, com a forma do organismo realizar o metabolismo 16 e as transformações de energia. O terceiro grupo refere-se aos Fatores de Estabilidade Funcional que permite que o organismo conserve a sua atividade funcional, durante as modificações que vão ocorrendo durante o trabalho à medida que a fadiga se vai instalando. Por último, estão os Fatores de Economia Funcional que expressam a redução do consumo de energia à medida que se eleva o nível de treino. Esta redução depende da eficácia de emprego dos recursos energéticos do organismo.

Significado de Sincronismo

substantivo masculino Estado daquilo que é sincrônico; simultaneidade de dois ou mais fenômenos ou fatos: sincronismo de oscilação de dois pêndulos.Coincidência de datas na história de povos diferentes.Cinema. Ajuste preciso do som e da imagem de um filme; sincronização.

Significado de Sincronizar

verbo transitivo direto Combinar movimentos para que ocorram ao mesmo tempo; fazer com que se torne sincrônico: sincronizar movimentos de dança.Expor de modo a ocorrer da mesma maneira que outra; narrar, descrever sincronicamente: sincronizar a fala. Cin. Ajustar com precisão o som à imagem do filme: sincronizar o áudio e a imagem.

Significado de Conduzir

verbo transitivo direto e bitransitivo Dirigir; dar as direções para: conduzia um caminhão; conduziu a embarcação ao cais. verbo transitivo indireto Levar; seguir ou continuar até: a estrada conduz à cidade.[Figurado] Utilizar para; chegar ao resultado: os dados conduzirão à finalização da obra.

Significado de Dirigir

verbo transitivo Gerir, administrar, ter a direção de.Governar, comandar.Guiar (um veículo).Encaminhar, enviar, endereçar.

Significado de Comandar

verbo transitivo Exercer o comando.Decidir, em razão de autoridade, o que outrem deve fazer.Ter autoridade sobre: comandar um pelotão.Ordenar, mandar.

Significado de Técnica

substantivo feminino Conjunto de métodos e processos próprios de uma arte, ciência ou profissão: técnica de escrita; técnica cirúrgica; técnica de ensino.[Por Extensão] Maneira de agir, método particular de fazer alguma coisa: não te posso contar minha técnica para ganhar.[Por Extensão] Habilidade, destreza na feitura ou realização de algo.

Significado de Lateralidade

substantivo feminino Qualidade de lateral.Psicologia Dominância funcional sistematizada, direita ou esquerda, na utilização de certos órgãos pares (mãos, olhos, pés).

Significado de Visão

substantivo feminino e masculino Sentido da vista; ação ou efeito de ver; capacidade de compreensão, assimilação e percepção visual de tudo que está presente no mundo exterior, concebida a partir da utilização dos olhos e do cérebro.Ponto de vista; maneira de interpretar, perceber e representar situações cotidianas ou de qualquer natureza.

Significado de Rítmica

substantivo feminino Ciência dos ritmos aplicada à prosa, à música e, principalmente, à poesia.Parte da antiga gramática que estudava o ritmo dos versos gregos e latinos.Música Parte da teoria musical voltada para o estudo da expressão musical nas suas relações com o tempo.

Significado de Coordenação

substantivo feminino Organização; ação de coordenar, de organizar, de concatenar vários elementos, atividades, serviços: a coordenação das atividades da escola.[Por Extensão] Relação de cooperação harmoniosa observada entre músculos: coordenação motora ou muscular.[Gramática] Processo através do qual certas unidades linguísticas, de mesma função, estão dispostas e relacionadas numa sequência.[Gramática] As estruturas coordenadas devem estar separadas por vírgula ou unidas por uma conjunção coordenativa.Ação ou efeito de coordenar.

Significado de Sincronismo

substantivo masculino Estado daquilo que é sincrônico; simultaneidade de dois ou mais fenômenos ou fatos: sincronismo de oscilação de dois pêndulos.Coincidência de datas na história de povos diferentes.Cinema. Ajuste preciso do som e da imagem de um filme; sincronização

Significado de Coordenação Motora

Coordenação motora é a capacidade de usar de forma mais eficiente os músculos esqueléticos (grandes músculos), resultando em uma ação global mais eficiente, pratica e econômica. Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço, controlando os movimentos mais rudes. Podemos perceber uma boa coordenação motora verificando a agilidade, velocidade e a energia que se demonstra.

Break! Into! Quick! Time!

Pensamento e ação sincronizados

No estádio, reina silêncio absoluto. Os espectadores prendem a respiração à espera do tiro de partida. Na pista, musculosos atletas assumem posição de largada. Agora é para valer. Durante anos, os corredores trabalharam duro, preparando-se para o dia decisivo. Mas, no fim, para ser o primeiro a cruzar a linha de chegada, não só pernas contam.
Desenvolver o próprio potencial em sua plenitude é algo que demanda toda concentração mental. De que adiantam a força muscular adquirida e uma técnica elaborada se, na hora H, os nervos vacilam?
O perigo maior está nos segundos que antecedem a largada, quando a tensão se torna quase literalmente palpável. A mesma excitação que faz tremer os espectadores pode muito bem significar o desastre para os atletas. Mas a mera tentativa de não contrair os músculos aumenta ainda mais a apreensão. Põe suas chances em risco também aquele que se distraiu no instante do tiro ou corre muito relaxado pela raia.
Para que corpo e espírito caminhem na mesma direção, tudo depende do equilíbrio exato. Concentração e relaxamento são ambos necessários, bem como a confiança nas próprias forças. O melhor é que os atletas “desliguem” os pensamentos perturbadores, como se apertassem um botão. E nisso os psicólogos do esporte podem ajudar. Mas quais métodos de treinamento mental se mostraram eficientes? E em que se baseia sua capacidade de melhorar o desempenho?
A psicologia desportiva recebeu grande impulso nos últimos anos. Por um lado, isso se deve ao fato de que, na maioria dos esportes, os atletas de ponta vêm se igualando cada vez mais. Pensamentos e sentimentos tornam-se, então, o fiel da balança – a vitória é decidida na cabeça. Por outro lado, porém, isso se deve ainda ao desaparecimento de preconceitos e do medo do contato. Quase ninguém hoje associa tratamento psicológico à loucura.
Se nos Estados Unidos os profissionais do treinamento mental são comuns desde a década de 70, em países europeus eles vêm se estabelecendo pouco a pouco. Nem todos buscam o auxílio de um psicólogo formado. O ciclista Jan Ulrich, por exemplo, vencedor do prestigiado Tour de France em 1997, recorre à ajuda da fisioterapeuta Birgit Krohme, que não apenas lhe massageia os músculos cansados das pernas mas, quando necessário, também o resgata do abismo da falta de motivação. Para o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, é seu fisioterapeuta hindu, Balbir Singh, quem faz as vezes de massagista da psique. E trata-se de duas celebridades que sabidamente não se dão nada mal com suas estratégias de corrida.
Outros tentam dar uma ajuda à sorte com pequenos rituais e manias. Tenistas batem a bola exatas três vezes no chão antes de sacar; fundistas colam um emplastro no nariz que supostamente auxilia a respiração. Não há comprovação científica do efeito produzido, mas, se o desempenho condiz com o esperado, ninguém se preocupa com isso.
Seriam os psicólogos desportivos o equivalente moderno das antigas mascotes? Que atuem como placebos é uma possibilidade que não se pode excluir. É possível que o simples fato de disporem de alguém que cuide de seu preparo mental dê asas a alguns atletas. Contudo, o treinamento mental bem-sucedido demanda – como o próprio nome já diz – o exercício ativo e repetido de certas habilidades. Não se trata de um truque de mágica, e sim de métodos testados e ajustados para cada modalidade esportiva e para cada personalidade.
O psicólogo Hans Eberspächer, de Heidelberg, um dos mais conhecidos profissionais da área esportiva na Alemanha, enumera as principais vantagens que o treinamento mental traz. Em primeiro lugar, atua no direcionamento da atenção do atleta; em segundo, na convicção daquilo que ele pode render – o que é chamado de expectativa de capacidade; e, em terceiro, na ativação das reservas do corpo. Em cada um desses campos, o importante é automatizar as habilidades mentais de modo que elas passem a atuar sem a necessidade de qualquer controle consciente. A preparação mental não pode atrapalhar o atleta. “No momento decisivo, a cabeça precisa apoiar, e não perturbar, a ação do corpo”, diz Eberspächer. Segundo ele, o objetivo do treinamento mental é sincronizar pensamento e ação.
O psicólogo americano Mihaly Csikszen-tmihalyi cunhou o termo “fluxo” em meados da década de 70. Trata-se de um conceito que designa o estado de absorção total na ação praticada: esquecidos de nós mesmos e sem necessidade de qualquer incentivo externo, sentimos satisfação com o que estamos fazendo, seja um trabalho estimulante, seja um jogo ou apenas o nosso próprio movimento.
Mas como pode o esportista colocar-se nessa “condição ideal de desempenho”? Para não sentir medo do fracasso ou tédio, ele tem de saber o que pode exigir de si mesmo. Deve, então, mergulhar na própria seqüência de movimentos que está desenvolvendo, e pode fazê-lo, por exemplo, dando instruções a si mesmo. O melhor é recorrer a instruções concretas, relacionadas às próprias ações – tais como “erguer o braço, esticar, bater!”, em se tratando de um saque numa partida de tênis -, desligando-se das perturbações do entorno.
Há tempos estão comprovados os efeitos que produzem sobre o corpo técnicas mentais como a visualização .Em 1873, o fisiologista inglês William Carpenter observou que a simples percepção ou imaginação de um movimento é capaz de levar os músculos a reagir. Quando, pela televisão, vemos um jogador de futebol em ação, às vezes nós mesmos armamos a perna para um chute a gol. A essa forma de contágio os psicólogos chamam “efeito Carpenter” ou “reação ideomotora”. Graças a ele, é possível otimizar a execução de um movimento.
Em tempos mais recentes, pesquisadores estudaram esse fenômeno com o auxílio de imagens do cérebro. Como Stephen Kosslyn, psicólogo da Universidade Harvard, imaginar movimentos desencadeia uma atividade no córtex motor, como se ele fosse ordenar uma ação real. Esse “aprendizado por auto-sugestão”, entre outras coisas, acelera a reabilitação de pacientes que sofreram derrame cerebral, na medida em que melhora a circulação do sangue e a oferta de oxigênio na área afetada do cérebro. Também os esportistas podem tirar proveito do poder das imagens mentais, exercitando certos movimentos e ações relevantes.
Durante muito tempo, considerou-se que a técnica da visualização era bastante promissora se, ao praticá-la, o atleta decompusesse mentalmente em suas partes constitutivas o desenrolar do movimento, em geral complexo. Novas pesquisas, porém, demonstram que a concentração em pontos específicos (joelho, braço, mão) às vezes atrapalha a fluidez da coordenação, sobretudo quando o desenrolar do movimento já se mostra muito bem automatizado. Nesse caso, deve-se visua-lizar a meta desejada da ação.
O êxito esportivo baseia-se, portanto, na capacidade de direcionar a própria atenção. Um caso típico é o do atleta que só consegue ser “campeão” nos treinos: acumula grandes desempenhos na preparação para uma competição, mas falha no momento decisivo. Uma conversa motivadora consigo mesmo pode ajudar. A lembrança de êxitos anteriores ou a mente voltada para os supostos pontos fracos do adversário podem afastar pensamentos ou sentimentos inibidores. É o que os especialistas chamam de “psico-regulação interna”.
A personalidade do atleta exerce influência determinante sobre o êxito esportivo. O fato de o ucraniano Serguei Bubka – o ex-recordista mundial do salto com vara – ter dominado sua modalidade esportiva como nenhum outro nas décadas de 80 e 90 não se deveu a seu físico espetacular. “Ele corre para o salto como um louco, como se não tivesse medo de nada.” Assim explicava o mestre alemão do salto com vara Tim Lobinger a excepcionalidade de Bubka. A corrida para o salto faz tremer as pernas de qualquer um. Mas Bubka não tremia.
Ao lado da coragem, outra forma de auto-superação conta bastante no esporte: a capacidade de suportar sofrimento. Os atletas que têm de vencer grandes distâncias, como maratonistas ou ciclistas, especialmente, precisam ser capazes de forçar o corpo até o limiar da dor, e além dele. Quem não possui o dom – inato em Bubka – de minimizar mentalmente o medo ou a dor pode, em certa medida, desenvolvê-lo. Mas, para tanto, será necessário que se exponha seguidas vezes a situações extremas, até que se tornem rotina. E, para diminuir o correspondente estresse físico e mental, técnicas de relaxamento, como o relaxamento muscular progressivo ou o treinamento autógeno, ajudam.
Saber lidar com o stress e as pressões constitui um importante objetivo do treinamento mental. Esportistas expostos a esse tipo de situação começam a duvidar de si mesmos e perdem o interesse pelo desafio. Quando isso acontece, o clamor por um psicólogo logo se faz ouvir. Mas muitos treinadores e ligas desportivas somente recorrem ao auxílio especializado quando é tarde demais. Uma pesquisa realizada em 2002 na Universidade Johann Wolfgang Goethe, de Frankfurt, mostrou que mais de 60% das intervenções dos psicólogos desportivos visam à superação de crises e problemas agudos. O ideal seria uma orientação psicológica de longo prazo. Somente então seria possível identificar e evitar a tempo os problemas psíquicos manifestados pelos atletas.
Psicólogos desportivos ainda têm de levar em conta a disposição mental de cada um de seus atletas. Uma pessoa extrovertida e impetuosa tem necessidades diferentes de uma introvertida. Isso demanda uma abordagem flexível e diferenciada. De modo geral, porém, esportistas de alto desempenho exibem requisitos já favoráveis, ou não teriam chegado aonde chegaram. Diferentes estudos atestam que, comparados aos “mortais”, atletas de ponta são muito inteligentes e têm grande capacidade de concentração. Ficam acima da média também no que se refere à vontade do desempenho. Entretanto, “muitos atletas profissionais apresentam enorme motivação ao desempenhar seu esporte, mas deixam cair a peteca em se tratando da vida pessoal”, constata o psicólogo esportivo Jürgen Beckmann, da Universidade de Potsdam. Por isso, ele vê como tarefa de sua profissão evitar a orientação exclusiva para o esporte.
O comportamento de muitos esportistas em competição sugere uma pronunciada consciência de si – basta pensar na aparência estelar dos corredores olímpicos na final dos 100 metros rasos. É certo que isso está relacionado à capacidade de se impor diante do adversário. Mas, em geral, é a expressão de uma crença inabalável em si mesmo. “Para os atletas, é importante, em primeiro lugar, fixar metas elevadas mas alcançáveis, em relação à própria capacidade de desempenho”, afirma Beckmann. “Num dado momento, essa fase de automotivação, como é chamada, é substituída pela da vontade em si, quando o que importa é atingir de fato a meta almejada. Nesse estágio, o atleta, confiante, deve pôr de lado toda e qualquer dúvida.”
O modelo Muhammad Ali – “Eu sou o maior!” – ajuda, portanto, apenas no alcance concreto da meta; antes disso, porém, quando da fixação da meta, uma avaliação realista sobre si próprio revela-se mais adequada, a fim de evitar a frustração constante.
Conversas motivadoras do atleta consigo mesmo lhe oferecem a importante possibilidade de desmontar dúvidas e medos – como já em 1977 demonstrava um estudo hoje clássico da psicologia desportiva. Àquela época, o psicólogo Michael Mahoney, da Universidade do Estado da Pensilvânia, ao lado do treinador Marshall Avener, perguntou a um grupo de ginastas quais eram seus pensamentos e o que diziam a si mesmas durante uma competição. Verificou que ginastas bem-sucedidas, que chegaram a integrar a equipe olímpica americana, não revelaram menos medo do fracasso que suas concorrentes não qualificadas para a competição. Apenas compensaram melhor a presença do medo encorajando-se continuamente.
Diz a sabedoria popular que a fé move montanhas. Mas há também um nome científico para esse dito: auto-eficácia (self efficacy). O psicólogo americano Albert Bandura situou esse conceito no centro de sua teoria social-cognitiva do aprendizado. Resumidamente, o conceito diz o seguinte: aquilo de que nos acreditamos capazes determina a nossa capacidade real. Se invertermos essa afirmação, veremos que ela significa também que somente quando acreditamos com firmeza no alcance de determinada meta, sem nos deixar intimidar pelo difícil caminho que conduz até ela, conseguiremos alcançá-la.
Visualização, direcionamento da atenção ou automotivação pela palavra, o fato é que, em princípio, até mesmo esportistas de fim de semana podem se servir dos truques do treinamento mental. O desejo de testar os limites do próprio desempenho – hoje, cada vez mais disseminado – faz com que um número crescente de amadores comece também a recorrer ao preparo mental. E a indústria da boa forma acompanha esse movimento: a cena esportiva comercial apressa-se em oferecer muitos serviços duvidosos. O que diferencia o especialista do “guru” é, em primeiro lugar, a objetividade. Por certo, tomar em consideração metas e necessidades individuais significa mais que fazer promessas genéricas de sucesso. Por isso mesmo, todo acompanhamento psicológico-esportivo sério começa com a comparação entre o que é e o que deve ser. Em que nível de desempenho se encontra o atleta? Quais seus problemas e desejos individuais? Somente depois dessa avaliação é possível iniciar a prática de métodos apropriados à promoção do relaxamento, da persistência ou da motivação.
Mas é bom lembrar: o preparo físico e o domínio de técnica e tática continuam sendo o fundamental de todo esporte. Nunca ninguém terminou uma maratona baseado apenas na própria força de vontade.
Técnicas de treinamento mental
Com o auxílio de métodos de treinamento psicológicos, esportistas de ponta buscam melhorar seu potencial de desempenho e otimizá-lo para o momento decisivo. Os principais fatores mentais no treinamento e em competição são: relaxamento, atenção, auto-eficiência (a crença nas próprias forças) e motivação. Não há um cânone estabelecido na psicologia desportiva, mas as técnicas descritas abaixo tiveram sua eficiência comprovada. Visualização é como os psicólogos do esporte denominam a prática de imaginar interiormente o transcorrer de um movimento ou as metas de uma ação, a fim de melhorar sua coordenação e execução real.Paralelamente à decomposição do movimento em suas partes constitutivas, a concentração no resultado desejado de uma ação (acertar o buraco no golfe, por exemplo) mostrou-se de particular eficiência. Quando, em vez disso, a imaginação se volta para uma sensação física ou para o impulso da execução em si de um movimento, fala-se em “treinamento ideomotor”.Monólogos interiores direcionados permitem afastar as perturbações oriundas de estímulos exteriores ou pensamentos, ajudando a reforçar a persistência. Tanto quanto possível, o atleta deve se colocar no centro deles (primeira pessoa: eu), tratar de ações concretas (“mover o braço, esticar, bater!”, no caso de um saque no tênis) e dar-lhes caráter exortativo (“insista!”).O treinamento autógeno foi desenvolvido pelo psiquiatra alemão Johannes Heinrich Schultz na década de 20 e tinha por objetivo minorar os medos e tensões de seus pacientes. O método centra-se em fórmulas auto-sugestivas, como “estou calmo!” ou “minha perna está muito pesada!”. São fórmulas que o praticante diz a si mesmo, sentado ou deitado confortavelmente, e nas quais se concentra por inteiro. Em estágios avançados, conseguirá direcionar seu foco mental também para funções corpóreas, tais como a respiração e o pulso.No relaxamento muscular progressivo, a alternância entre contração e distensão de partes do corpo, como ombros ou braços, produz um nítido efeito de relaxamento. O fisiologista Edmund Jacobson criou um plano sistemático para sua prática que cobre os principais grupos musculares do corpo humano.

Como driblar emoções

Esportistas também sofrem com a perda de uma pessoa amada, entram em depressão após uma derrota, podem tender para a dependência química ou irritar-se com a própria agressividade. Além disso, estão mais sujeitos a lesões musculares, ao afastamento do país de origem, com conseqüente distanciamento da família e dos amigos, e à falta de privacidade devido ao assédio da imprensa e de fãs. A psicologia do esporte é ferramenta importante para lidar com essas situações. A especialidade, que já conquistou um grande espaço em outros países, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Benno Becker Júnior, presidente honorário da Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte, considera ampla a aplicabilidade dessa disciplina, que visa “investigar as causas e os efeitos das ocorrências psíquicas que o ser humano apresenta antes, durante e após a prática do ato físico, seja este de cunho educativo, seja recreativo, competitivo ou reabilitador”. O bom desempenho do atleta, em todas as modalidades, depende, no fundo, do equilíbrio emocional de quem se habilita à disputa. Contam também a persistência no treino, o temperamento do atleta, a forma como é exercida a liderança de equipe e a influência positiva ou negativa da torcida. João Ricardo Cozac, diretor do Centro de Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte (Ceppe), em São Paulo, argumenta que oferecer aos atletas respaldo psicológico é tão importante quanto lhes fornecer alimentação balanceada e programada por nutricionistas. “Afinal, o corpo físico e o estado mental”, ressalta, “são duas faces de uma mesma unidade e merecem igual atenção.” De acordo com Cozac, a principal influência no Brasil vem dos Estados Unidos, onde os primeiros estudos datam do fim do século XIX, com pesquisas sobre o desempenho de ciclistas. Apesar de ser mais destacada no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, o desenvolvimento da disciplina ainda deixa a desejar. Cozac reclama da falta de divulgação das pesquisas. Ele lembra que preconceitos ainda envolvem a especialidade: ser aceito pela equipe técnica, pelo atleta, e em alguns casos até pela torcida, é um desafio para o psicólogo do esporte. A resistência a esse trabalho costuma ser maior no futebol; modalidades como tênis, vôlei e basquete são mais receptivas. A psicologia do esporte, entretanto, não deve ser vista como uma estratégia miraculosa. A disciplina se volta ao estudo de fatores comportamentais que interferem na participação ou no desempenho no esporte ou que são influenciados por ele. Atualmente há psicólogos que atuam com a diretriz psicanalítica e outros com abordagens para embasar a psicoterapia breve. A maioria, no entanto, parece preferir a terapia comportamental-cognitiva. No caso de lesões que provocam o afastamento temporário ou definitivo das atividades esportivas, os problemas emocionais tendem a se agravar e podem resultar em depressão, ansiedade, fortes sentimentos de raiva, negação e revolta, abalando a auto-estima. Nesses casos, o período de reabilitação pode ser prolongado. “Na cabeça do atleta”, esclarece Becker, “surgem conflitos que parecem não ter solução imediata, como o abandono definitivo da carreira e as implicações financeiras e sociais decorrentes.” Também é preciso considerar a perda, momentânea ou não, de popularidade e status, que pode dificultar a transição para uma vida normal. O afastamento de amigos e familiares contribui para agravar a situação. Além das derrotas, o potencial de vitória e a consagração também demandam trabalho psicológico, como alerta a psicóloga Verena Freire. “Para trabalhar a vitória é preciso saber, antes de mais nada, o que pode incomodar um atleta que vence.” Ela adverte que alguns devem ser alertados quanto ao estado de acomodação se estão convencidos de que já alcançaram seu objetivo. Excesso de confiança também pode prejudicar a performance. “Merecem atenção aqueles que se encantam com fama e fortuna, envolvendo-se negativamente com drogas, mulheres, bebidas e dívidas”, ressalta a psicóloga. Derrotas e conquistas são paradoxais. “Às vezes, ficar em 20º lugar em um campeonato mundial pode significar um bom resultado. Mas conquistar o segundo pode ser frustrante para quem esperava ser o pri-meiro”, compara Freire. Por isso ela procura enfatizar o aspecto educativo das derrotas. “Para pessoas muito autoritárias, elas podem ser até saudáveis”, comenta.

DICA DE LEITURAS

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O Comandante Mor por ser Membro e Comandante do Corpo Musical…..

Segue as mesmas Regras de seu Grupo.

Pois é a Referência de Marcha para Todos.

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Fontes: