Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, vai vibrar com música, cores e competições no próximo dia 28 de setembro, quando acolhe a terceira etapa do Circuito Amigos de Fanfarras e Bandas – CONFABAN. Este momento assume importância estratégica: trata-se da última eliminatória antes da grande final, que será realizada em Bom Jesus dos Perdões, em 30 de novembro, definindo os grandes campeões do circuito estadual.
Para a cidade — já reconhecida como Município de Interesse Turístico do Estado de São Paulo —, sediar mais uma etapa do circuito reforça sua vocação cultural e turística, atraindo público, grupos musicais, apoio institucional e visibilidade regional.
Nazaré Paulista: história, atrativos e natureza
Origens e desenvolvimento
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O povoado que deu origem a Nazaré Paulista iniciou-se em torno de uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, erguida em 1676 por Matias Lopes no território que pertencia à Vila de Atibaia.
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O município foi oficialmente emancipado em 10 de junho de 1850.
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Em 30 de novembro de 1944, o nome “Nazareth” foi alterado para Nazaré Paulista.
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Parte de seu território foi desmembrado em 1959 para formar o município de Bom Jesus dos Perdões — destino da grande final do circuito.
Com população estimada em cerca de 18.600 habitantes (dados recentes) e área de aproximadamente 320 a 330 km² , Nazaré Paulista é uma cidade de relevo acidentado, altitudes que ultrapassam 1.000 metros, bacias hídricas, nascentes e belezas naturais que compõem seu apelo turístico.
Atrativos naturais e culturais
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Represa Atibainha — sua mais conhecida atração: águas represadas, uso para práticas de lazer como passeios de barco, pesca esportiva e contemplação.
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Parque Estadual Itaberaba — parte do município integra este parque, importante corredor ecológico entre a Serra da Cantareira e a Serra da Mantiqueira, com vegetação de Mata Atlântica e trilhas naturais.
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Cachoeiras e nascentes — alternativas para ecoturismo e contato com a natureza limpa e preservada.
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Patrimônio histórico — incluem a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré (marco da fundação), a Casa de Francisco Derosa (início do século XX) e o “Casarão dos Escravos”, construção antiga que ainda mantém elementos originais.
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Produção local — destaque para cultivos rurais, produção de cana‑de‑açúcar e cachaça, artesanato local (bordados, crochê, pintura em tecido), e visita a alambiques que explicam o processo local.
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Praça da Matriz — ponto central da cidade, que recentemente passou por revitalização com novo piso, paisagismo, iluminação e coreto para dar mais vida ao centro urbano.
Esses atrativos fazem de Nazaré Paulista destino relativamente próximo para escapadas da capital, com opções de ecoturismo, cultura local e tranquilidade.
Acesso a partir da capital paulista
Para chegar a Nazaré Paulista partindo de São Paulo (capital), o trajeto mais usado combina rodovias interestaduais e estaduais:
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Sair da capital e acessar a Rodovia Fernão Dias (BR‑381) até a saída 36‑A.
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Entrar na Rodovia Dom Pedro I (SP‑065), seguindo até a saída 52.
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Prosseguir pela SP‑036 em direção a Nazaré Paulista.
A distância é da ordem de 88 km segundo dados oficiais de turismo do Estado de São Paulo. Dependendo do trânsito e das condições da estrada, o tempo de viagem costuma ficar entre 1 hora a 1h30.
A importância do Confaban de 28 de setembro
O papel da etapa eliminatória
Como terceira etapa do Circuito Amigos de Fanfarras e Bandas, o evento de Nazaré Paulista funciona como última oportunidade para classificação. As corporações musicais participantes devem aproveitar esta chance para garantir o passaporte à final de Bom Jesus dos Perdões em 30 de novembro, onde serão decididos os campeões de 2025.
Essa característica torna o evento de 28 de setembro especialmente estratégico e emocionante:
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Tensão extra entre bandas que ainda estão na disputa da classificação.
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Público geralmente mais atento e presente, buscando acompanhar disputas decisivas.
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Incentivo da organização local, de instituições culturais e do poder público municipal para oferecer estrutura adequada (palco, som, logística, acomodações, divulgação).
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Visibilidade extra para Nazaré Paulista como cidade-sede de uma etapa crucial do circuito, reforçando sua imagem no cenário cultural paulista.
Consequências para a região e para o estado
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Alta circulação de visitantes: músicos, técnicos, dirigentes, familiares, torcedores e público local. Isso movimenta hospedagem, alimentação, transporte e comércio local.
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Integração cultural regional: é ocasião de intercâmbio entre municípios vizinhos, troca de experiências artísticas e fortalecimento de redes culturais.
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Fomento à música e educação musical: eventos como este valorizam o trabalho das bandas locais, atraem jovens para o universo musical e reforçam políticas de cultura e ensino.
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Fortalecimento do turismo cultural no interior paulista: ao associar o nome de Nazaré Paulista a um evento estadual de relevância, amplia-se o apelo turístico para além dos atrativos naturais.
Panorama e expectativa
Para Nazaré Paulista, o dia 28 de setembro pode se tornar um marco: combinar estrutura, acolhimento e visibilidade será essencial para que o evento transcenda a competição e se transforme em experiência cultural memorável para o público e para os participantes.
