Eis que chegou aquela linha novinha de bombos em escala para a sua banda ou fanfarra… felicidade de um lado, apreensão de outro, afinal, você, até então, só tinha tocado com os bombos normais, sem afinação diferenciada. E agora o que fazer? De acordo com Leonardo de Souza Cruz, músico com especialização em cordas, mas com ampla experiência em bandas e fanfarras no estado de Santa Catarina, as possibilidades são variadas. Porém, de maneira mais comum, dois tipos de afinação são utilizadas:

“Depende do efeito (som) que queira causar na melodia. Existem algumas técnicas diferentes para afinação de graves seguindo sempre algumas regrinhas, como por exemplo afinação padrão das duas peles. Aros, parafusos e pele devem estar em bom estado e o aperto deve ser igual em todos os parafusos, sempre apertando em “xis”. Para o aperto, pode ser usado um torquímetro ou simplesmente apesar de não ser 100% exato, dar o mesmo número de voltas em todos os parafusos. Se quer usar afinação por notas, pode usar como referência um baixo por exemplo, para o mais grave pode se usar a corda LA e assim pulando um acorde para cada polegada a menos”, ressaltou Cruz.

Temos, portanto:

Re para o bombo de 22″, Fa para o de 20″, La para o de 18″ e Do para o de 16″.
Vale lembrar que ainda segundo Leonardo, tudo depende muito do efeito que se deseja causar com os tons. O ouvido do maestro vale muito o ouvido nesse caso. Se você quiser um efeito menos acentuado, a opção é afinar os bombos com notas próximas.

No caso:

Re para o de 22″, Mi para o de 20″, Fa para o de 18″ e Sol para o de 16″.
Vale lembrar que isto não é via de regra. São apenas exemplos que podem ou não serem seguidos. Gostou? Compartilhe com os fanfarrões que você conhece!