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Brasileiros trocam museus por telas: estudo revela ascensão do consumo cultural online

© Paulo Pinto/Agência Brasil

A preferência dos brasileiros por atividades culturais online ultrapassou o consumo de eventos presenciais, apontando para uma mudança significativa nos hábitos de lazer e entretenimento no país. Uma pesquisa recente, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, revela que a internet se tornou o principal palco para o acesso à arte e cultura entre a população.

Nos últimos doze meses, praticamente todos os entrevistados, com idades variando entre 16 e 65 anos, declararam ter consumido algum tipo de conteúdo artístico ou cultural. Surpreendentemente, 90% desse público optou por experiências online, enquanto 84% participaram de atividades presenciais.

O levantamento detalha as preferências dentro do universo digital. Ouvir música online lidera o ranking, com 85% dos entrevistados adotando essa prática. Em seguida, assistir a filmes em plataformas de streaming conquistou 74% da audiência, enquanto séries online atraíram 70% dos participantes da pesquisa.

Em relação ao consumo cultural presencial, eventos ao ar livre despontam como a principal escolha, com 61% das citações. Shows musicais atraíram 45% do público, e festas populares foram mencionadas por 42% dos entrevistados.

A pesquisa também indica que 61% dos frequentadores de eventos culturais presenciais mantêm uma frequência de pelo menos uma vez por mês, com aproximadamente um terço desse grupo comparecendo semanalmente. Este padrão de frequência permanece relativamente estável em comparação com o ano anterior.

No entanto, um dado preocupante emerge da pesquisa: mais de 30% dos brasileiros relataram que questões financeiras e a falta de segurança os impedem de participar de atividades culturais presenciais. Adicionalmente, 21% dos entrevistados mencionaram a violência contra mulheres em espaços culturais ou nas proximidades como um fator dissuasor para frequentar esses eventos.

O estudo, que ouviu 2.432 pessoas entre 11 e 26 de agosto, revelou que a renda familiar média dos participantes é de R$ 4,6 mil. Os dados completos da pesquisa estão disponíveis para consulta no site da fundação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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