#04 – Uniformidade

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Uniformidade

 História do Uniforme

O uniforme surgiu antes mesmo da moda, basta lembrarmos nos das armaduras usadas pelos soldados do exército nas antigas cruzadas. Eram armaduras que ajudavam a identificar os integrantes de cada exército e serviam para auxiliar na formação de um grupo. Dessa maneira notamos que essas armaduras eram um tipo de uniforme. Com o tempo a moda foi surgindo e principalmente a moda masculina teve muitas mudanças. O surgimento dos ternos, coletes, calças, paletós e blazers, sempre em tons escuros com as camisas claras foram as que deram o pontapé inicial para grandes descobertas no mundo da moda. Em pouco tempo os ternos passaram a ser sinônimo de elegância entre os homens. A moda foi seguida por vários países e ao longo do tempo o terno se tornou um uniforme masculino, era considerado elegante que, os homens se vestissem ‘iguais’ e que seguindo um padrão. Com isso, várias adaptações foram surgindo conforme o clima, cultura, cotidiano e tecnologia de alguns países. Foi com o crescimento da economia e consequentemente o aumento das empresas, que o número de trabalhadores também cresceu e o uniforme foi conquistando seu espaço.
Criado para identificar as pessoas que executam tarefas e funções, o uniforme, antigamente era visto como uma peça para trabalho. Hoje esse conceito vem sendo mudado. A entrada dos departamentos de marketing em algumas empresas, transformou o uniforme em uma forma de comunicação e até mesmo um item que compõe a marca da empresa trazendo credibilidade e confiança aos clientes. Os uniformes deixaram de ser vistos como um simples modo de identificar pessoas e organizações para serem elementos de combinação entre a marca, o funcionário, o cliente, a moda e a qualidade de serviço.Além de todas essas qualidades, o uniforme pode ser uma garantia de que os colaboradores sempre estarão devidamente bem vestidos durante suas atividades.

 Da Idade Média aos dias atuais

O surgimento dos uniformes é curioso. Eles começaram a ser usados no século XV para evitar que membros de um exército matassem companheiros por engano ou descuido. Além das roupas padronizadas, os símbolos nos escudos e as bandeiras também tinham o papel de mostrar de que lado cada combatente estava, quem era aliado e inimigo. Antes das grandes guerras, normalmente as disputas eram entre nobres na Idade Média. Daí, os símbolos e trajes mostravam qual nobre o combatente defendia. Na Europa, uniformes chamativos chegaram a provocar mortes nas batalhas. Com cores como amarelo e vermelho, cheios de pompa, soldados tornavam-se alvos fáceis por ficarem muito visíveis. Por isso, a camuflagem começou a ser importante. A Inglaterra foi a primeira a adotar um uniforme cáqui. O uniforme bonito e pomposo ficou restrito a ocasiões em que a vida não estivesse em jogo, como as comemorações.

Enquanto isso, no Brasil…

Até a Declaração da Independência, o uniforme militar do exército tinha total influência de Portugal. Séculos depois, os americanos passaram a ditar mais tendências, seguidos pelos franceses. A partir de 1931, o verde oliva começou a ser usado para o Exército Brasileiro se diferenciar da polícia militar que usa cáqui. Outra curiosidade é que a camuflagem do uniforme do exército nacional é única. Os brasileiros, a exemplo do mundo todo, também usam as fardas mais discretas para treinamentos de guerra e missões em locais com vegetação. O motivo é que os animais também são atraídos por cores fortes.

Contribuição do esporte na evolução dos uniformes

O esporte também deu uma contribuição grande para a popularização dos uniformes. Os atletas começaram a usar as roupas padronizadas por uma questão de organização e funcionalidade. Afinal, as roupas do dia a dia são muito desconfortáveis para atividades físicas e podem até prejudicar o desempenho. No futebol, por exemplo, a primeira tentativa de organizar foi com cores. Uma equipe usava a fita de uma cor no chapéu e a adversária de outra. Imagine uma partida de futebol sem algo que sinalize de que lado o jogador está? Nem precisa imaginar, há um registro jornalístico que mostra bem como era.

“No futebol, é um ponto essencial que os membros de um time devem ser claramente distintos um do outro. A única maneira de fazer isso é cada time ter um uniforme distinto, já que a diversidade de roupas usadas ontem não apenas confundiu os membros do time, mas os espectadores foram incapazes de dizer que homem pertencia a um time ou ao outro”, diz o texto sobre uma partida da Copa da Inglaterra. O trecho foi publicado originalmente no site Trivela.

Na Inglaterra, o caos no futebol só foi desfeito a partir de 1870, quando foram criadas regras para o esporte. Até então, elas variavam bastante de um lugar para outro. Os jogadores precisavam custear a própria camisa com um alfaiate, pois era um esporte da aristocracia. Na Escócia, o futebol já era um esporte mais popular. Então, lá as roupas para se jogar futebol eram mais simples. A numeração nos uniformes de futebol só vieram bem depois, em 1930, como pode ser visto neste artigo.

Área da saúde: história de amor muda rumos do uniforme

Nas profissões ligadas à saúde, não havia uma preocupação com proteger os médicos, enfermeiros e outros de doenças com roupas próprias até o século XIV. O jaleco surgiu na Idade Média por causa da peste bubônica. No entanto, era feito de cor escura e quanto mais sujo, melhor. Dava status para o médico. Difícil de acreditar, né? Só no século XIX que isso mudou. O branco passou a ser a cor oficial da saúde. A limpeza, assepsia, começou a ser levada em conta, tornou-se uma regra bem importante e depois até parte da legislação.

Na enfermagem, o uniforme começou a ser usado no século XIX também. O maior nome da profissão, Florence, chamou atenção para as condições sanitárias depois da Guerra da Criméia. Nem todos gostaram, mas os trajes já mudaram. Antes, as roupas das enfermeiras eram bem parecidas com a das freiras, até o chão.

O que mudou mesmo os rumos da história dos uniformes na área da saúde foi o amor. O médico William Halsted confeccionou luvas para a noiva que estava com alergia, a enfermeira Caroline Hampton. Com o tempo, notou-se que os pacientes operados com a ajuda dela tinham maior taxa de sobrevivência. Com essa constatação, aventais, toucas cirúrgicas e outros acessórios foram criados pelo médico apaixonado e adotados em todo mundo.

Moda e uniformes – uniformes e moda

Há muitas outras histórias em setores distintos sobre o uniforme. Com o tempo, o que se vê sendo usado cotidianamente influenciou os uniformes e vice-versa. Há várias criações de estilistas que conquistaram empresas também. A tendência navy, por exemplo, veio da Marinha para as ruas e nunca saiu de moda. As listras mais a combinação de azul com branco e vermelho agradam muita gente desde que Coco Chanel apareceu com essas combinações. A camisa polo era usada inicialmente para jogar tênis e hoje é um dos modelos de uniformes mais pedidos. A camisa de malha também. Por ser versátil, mais em conta em grandes quantidades, é muito usada como blusa promocional, na publicidade e no dia a dia das empresas, especialmente pelo conforto.

Camisa social tem origem em pijamas

Outro modelo muito comum nos uniformes e no dia a dia, a camisa social, tem uma história bem interessante. Era usada como pijama, não tinha punhos ou colarinho e bolsos. Era usada para proteger os lençóis. Anos mais tarde, também tem-se registro das vestes que originaram as camisas sociais em serviços braçais, pesados. Engraçado, né? É o oposto do que o uniforme social é atualmente, usado nas situações mais formais, em escritórios, nada que demande esforço físico. A camisa social como é conhecida hoje apareceu depois da I Guerra Mundial. A branca era a mais usada e permanece como a mais clássica até então. No guarda-roupa feminino, Coco Chanel, novamente, foi a responsável por popularizar a peça. Hoje, o uniforme social é usado por quem precisa de mais formalidade e até para quem quer um visual mais criativo, pois existe o novo social, como mostramos neste outro artigo.

UNIFORMES MILITARES: HISTÓRIA, CULTURA E INSPIRAÇÃO

O uniforme militar é um dos símbolos oficiais das forças armadas, ele é padronizado de acordo com cada instituição que zela pela defesa da pátria. Essa vestimenta é regulamentada e representa o profissional militar. As fardas refletem valores, tradição, solidifica a hierarquia e a disciplina e confirma a postura de autoridade de quem pode usar este uniforme.

A HISTÓRIA DOS UNIFORMES E A ADAPTAÇÃO COM O TEMPO

Os exércitos organizados durante a Idade Moderna eram idealizados para demonstrar o poder econômico dos países. Os uniformes eram confeccionados com tecidos em cores vibrantes e acessórios pouco indicados para batalhas, como sapatos com fivelas e acessórios fixados nos grandes casacos. Esse tipo de roupa deixava os soldados vulneráveis durante as lutas. Com o passar dos anos as fardas militares foram sendo adaptadas para proteger os soldados com tecidos em cores mais neutras que pudessem ser facilmente camufladas entre as florestas e terrenos durante as missões.

PADRÕES DE CAMUFLAGEM

Os tecidos camuflados surgiram para que os soldados pudessem avançar nas matas e campos de batalha de forma mais eficiente. A mistura de cores e formatos são aplicadas para que haja semelhança entre a vegetação e a farda, e com isso o soldado siga sua estratégia despercebido pelo exército inimigo.

As camuflagens podem misturar três ou quatro cores ou a farda pode ter apenas uma, como é o caso dos uniformes de quem combate no deserto e áreas secas. Cada região cria seu padrão, de acordo com o terreno onde atua. Clique aqui saber mais sobre a vestimenta camuflada.

TIPOS DE UNIFORMES MILITARES

Contudo, nem tudo é batalha nas forças armadas. As missões possuem os oficiais que comandam as ações e não estão em campo. Além disso, existem ocasiões que pedem fardas mais elaboradas, por isso os uniformes são classificados em cinco categorias:

  • Uniformes de gala – Esses modelos são usados em grandes solenidades;
  • Uniformes solenes – Roupas usados em solenidades de menor importância;
  • Uniformes de passeio – Modelos usados fora de serviço;
  • Uniformes de serviço – São as fardas usados em serviço, instrução e campanha;
  • Uniformes de educação física – Quando os oficiais praticam atividades esportivas.

Além dessas categorias existe ainda uma classificação especial, constituída por uniformes históricos, fardamentos exclusivos de representação ou para atividades que exijam vestimentas especiais (aviação, hospitais, resgate e socorro).

ROUPAS OFICIAIS

No Brasil a vestimenta oficial das forças armadas só podem ser usadas por quem faz parte da corporação, para quem prática modalidades esportivas de simulação militar, como o Air Soft, pode usar roupas com padrão de camuflagem diferentes da oficial do Exército Brasileiro. As roupas camufladas para quem pratica esse tipo de atividade podem ser inspiradas em modelos de camuflagem de outros países, ou ainda toda preta. Os acessórios, como coturnos, boinas, porta objetos e muitos outros elementos também são de uso liberado para quem prática o Air Soft.

DICA DE LEITURA

 

SIGNIFICADO DE UNIFORME

Substantivo masculino: Tipo de roupa usada pelos funcionários de uma empresa, por alunos de uma escola ou por pessoas que fazem parte de uma categoria; farda: uniforme escolar, militar, profissional.

Adjetivo Idêntico; de mesma forma, aspecto, tipo, padrão, valor, natureza.

Constante; que não se altera nem sofre variações.

Homogêneo; cujas características ou propriedades são semelhantes.

[Gramática] Diz-se do adjetivo que apresenta uma só forma, tanto para o masculino como para o feminino.

Etimologia (origem da palavra uniforme). Do latim uniformis.e.

 

SIGNIFICADO DE CONTEXTO

Substantivo masculino: A relação de dependência entre as situações que estão ligadas a um fato ou circunstância: o contexto social da ditadura. O que compõe o texto na sua totalidade; a reunião dos elementos do texto que estão relacionados com uma palavra ou frase e contribuem para a modificação ou esclarecimento de seus significados.

[Por Extensão] Encadeamento do que compõe o discurso; contextura.

[Linguística] Ordenação sequencial extralinguística que, durante um ato comunicativo, determina as circunstâncias de utilização da língua.

Etimologia (origem da palavra contexto). Do latim contextus.us.

 

SIGNIFICADO DE ROUPAGEM

Substantivo feminino:  Conjunto ou quantidade de roupas; rouparia; veste, vestimenta.

[Figurado] Aspecto exterior, aparência.

 

SIGNIFICADO DE INDUMENTÁRIA

Substantivo feminino Roupa; o que alguém usa para se vestir. Conjunto do vestuário utilizado em determinada época, região ou povo.  Arte que se relaciona com o vestuário; traje.

Etimologia (origem da palavra indumentária). Incumento + ária.

 

SIGNIFICADO DE TRAJE

Substantivo masculino Vestuário habitual; vestes, roupa, vestimenta. Vestuário próprio de uma profissão ou ocasião: traje de médico; traje de gala.

[Por Extensão] O que se usa para vestir: que trajes são estes?

Etimologia (origem da palavra traje). Forma regressiva de trajar.

 

Significado de Farda

Substantivo feminino: Tipo de roupa que, possuindo determinado padrão, é utilizada por militares, estudantes etc.: uniforme ou fardamento.

[Figurado] O trabalho ou a vida militar: nunca abandonou a farda.

Etimologia (origem da palavra farda). De origem questionável.

Significado de Padrão

Substantivo masculino: Grandeza modelo para medidas (peso, comprimento, quantidade etc.) de valor determinado e institucionalizado por uma entidade especializada ou com autoridade. Norma determinada e aprovada consensualmente pela maioria, ou por uma autoridade, que é usada como base para estabelecer uma comparação. Aquilo que serve para ser imitado como modelo; protótipo.

[Figurado] Nível de qualidade; classe: escola de alto padrão. Grandeza modelo que serve para definir uma unidade. Modelo legal dos pesos e das medidas. Desenho de estamparia. Valor mínimo tido como base para que uma opinião ou julgamento seja efetuado; gabarito: padrão culinário.

Significado de Padronização

Substantivo feminino: Ação ou efeito de padronizar; sistematização. Processo de formação de padrões sociais; estandardização. Indústria Uniformização dos tipos de fabricação em série, pela adoção de um único modelo.

 DICA DE LEITURA

UNIFORMES HISTÓRICOS – BATALHÃO DA GUARDA PRESIDENCIAL

CRIAÇÃO DOS UNIFORMES HISTÓRICOS

O uniforme histórico do Batalhão da Guarda Presidencial foi aprovado pelo Decreto nº 24.701, de doze de julho 1934, no qual ficou estabelecido que o uniforme deveria recordar as tradições da INFANTARIA BRASILEIRA dos tempos da Independência e das primeiras Revoluções Republicanas. À época de sua criação, possuía duas versões: uniforme de Gala para Inverno (Gala Azul) e uniforme de Gala para verão (Gala Branca, atualmente BEGE). Aqueles que têm o orgulho de envergar os uniformes Históricos do BATALHÃO DA GUARDA PRESIDENCIAL são denominados GRANADEIROS, legítimos herdeiros das tradições do Batalhão do Imperador e do Duque de Caxias, seu primeiro Porta–Estandarte. Os granadeiros, envergando seus uniformes históricos, têm a nobre missão de representar o Exército Brasileiro e o Brasil em solenidades para autoridades nacionais e estrangeiras.

Uniforme de Gala 1º “A” BGP Uniforme de Gala 1º “B” BGP

UTILIZAÇÃO DOS UNIFORMES HISTÓRICOS

(Decreto Nr 24.701 – de 12 de julho de 1934)

 1- Para prestar honras ao Presidente da República quando este compareça a festas e solenidades oficiais;

2- Para serviço de guarda do Presidente da República em dias de festas nacionais e de entrega de credenciais;

3- Para prestar as honras aos representantes diplomáticos quando da entrega de credenciais;

4- Para outras solenidades quando determinado por autoridade competente.

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Fardas e Estilos Mundiais utilizados.

Fontes:

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