Estudos recentes evidenciam os efeitos benéficos da música, que é uma terapia não farmacológica, na redução da dor pós cirurgias, na melhora da memória e da qualidade de vida em pacientes com demência senil, na interação social, na coordenação motora e na resposta aos tratamentos convencionais, na reabilitação de doenças neurológicas, na redução da pressão arterial e dos hormônios do estresse e no aumento da vitalidade e do dinamismo.

Os efeitos da música se devem ao fato de seus componentes, principalmente o ritmo, ativarem uma extensa rede de neurônios, as células do cérebro.A música elicia habilidades multi sensoriais, que são centradas ao redor dos domínios auditivos e motores do sistema nervoso.

A música de alguma maneira interage com regiões do cérebro responsáveis pela antecipação e planejamento dos movimentos resultando em experiências altamente intensas e prazerosas.

Esses efeitos já são comprovados em uma série de artigos publicados em jornais e revistas indexadas como o Lancet. Independente do tipo, as músicas devem ser prazerosas para cada pessoa.

Devem evocar memórias e emoções o que gera aumento das conexões entre os neurônios e estimulam o cérebro, a memória, e as emoções positivas. Para cada paciente a experiência é unica e a música deve fazer sentido para ele.

A música pode ser utilizada em sessões individuais, em grupo, em reuniões sociais e terapêuticas, nos ambientes em geral, durante diversas práticas do dia a dia, enquanto se alimentam, tocando instrumentos, cantando. A Musicoterapia vem sendo estudada em diversas Universidades em todo o mundo, e sendo utilizada cada vez mais para diversas doenças.

As doenças que se beneficiam da musicoterapia são a dor crônica e dor pós cirurgias, na demência senil e outras doenças neurológicas, a redução da pressão arterial, a redução dos hormônios do estresse, nos transtornos do humor e na depressão, e para o aumento da vitalidade, dentre outras.

Desde 2006 o PNPIC ou Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde inclui as especialidades médicas Homeopatia, Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa, a Fitoterapia e a Antroposofia nas práticas oferecidas pelo SUS à população.

Portaria do Ministério da Saúde publicada no dia 13 de janeiro de 2017 no Diário Oficial da União passou a incluir também a Meditação, arteterapia, Reiki, musicoterapia, o tratamento naturopático, osteopático e quiroprático como parte dos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Classificadas como “ações de promoção e prevenção em saúde”, essas práticas integrativas agora fazem parte da Tabela de Procedimentos do SUS como práticas integrativas, e isto quer dizer que elas deverão estar disponíveis aos usuários dos serviços públicos de saúde.

O médico irá indicar os tratamentos dos quais tem conhecimento. Para isso é necessário que se atualize continuamente.Assim, poderá encaminhar seu paciente para outro profissional que utilize essa terapia complementar, que o fará em conjunto com seu tratamento convencional.

O mais importante é sempre o resultado para o paciente, que poderá se beneficiar da utilização de diversos tratamentos em conjunto, a chamada medicina integrativa e complementar.

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